Conector Scardua — recebe da API da FLS e entrega no Oracle do cliente

Servico que roda dentro da rede da Comercial Scardua e faz a ponte entre a
API publica da FLS (na VPS) e o Oracle privado (10.16.x), inalcancavel pela
internet.

Fluxo: Holmes -> API na VPS (trata e cifra) -> ESTE conector (abre e valida)
-> Oracle.

Recebimento:
- app/v1/compras.py: POST /v1/compras/dados
- app/services/cripto.py: abre o envelope AES-256-GCM + RSA-OAEP-SHA256 com a
  chave privada. O GCM autentica: corpo adulterado levanta InvalidTag em vez
  de devolver lixo
- app/schemas.py: modulo folha (so pydantic) com a config e o contrato
  PayloadCompras, que espelha o da API. Fora de sincronia devolve 422 de
  proposito, pra falhar explicito em vez de gravar dado torto

Seguranca:
- app/seguranca.py: header X-Token com compare_digest (nao vaza por tempo de
  resposta) + allowlist de IP da VPS
- .gitignore barra configs.json.*, *.bak-*, *.pem e *.key

Config:
- app/config.py e so o carregamento do configs.json
- o bloco "vps" guarda chave privada, token e ips permitidos

Estado: ainda NAO persiste. Recebe, valida e descarta (persistido: false).
O INSERT no Oracle e a proxima fase, e tem que ser MERGE por id_processo
porque o Holmes reentrega webhook.

Docs em docs/ — arquitetura, a decisao do conector (opcao A, com as
alternativas descartadas), deploy e problemas conhecidos.

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docs/arquitetura.md Normal file
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@ -0,0 +1,81 @@
# Arquitetura e Visão — Conector Scardua
> Documento da **ideia**: o quê, o porquê e o roadmap. Salvo pra não reexplicar
> toda sessão. Atualizar quando a visão evoluir.
## Em uma frase
O conector roda **dentro da rede da Scardua**, recebe da API da FLS o dado já
tratado e cifrado, abre e grava no **Oracle privado** do cliente.
## Os atores
- **FLS Tecnologia (dev / nós)** — hospeda a **API** na própria VPS
(`api-scardua.flstecnologia.tech`). Ela recebe o webhook do Holmes, trata e cifra.
- **Comercial Scardua (cliente)** — tem a conta no **Holmes** e o **Oracle**
(IP privado `10.16.x`, inalcançável pela internet). **Este conector roda no
servidor dele.**
- **Holmes** — SaaS de workflow de documentos; dispara o webhook pra API da FLS.
## O fluxo completo
```
Holmes
│ webhook (público, TLS)
API na VPS da FLS ← repositório da API
│ · valida o payload do Holmes
│ · traduz pro contrato do cliente
│ · CIFRA com a chave pública do conector
│ POST + X-Token (público, TLS)
CONECTOR no servidor da Scardua ← ESTE repositório
│ · confere token e IP de origem
│ · ABRE com a chave privada
│ · valida o contrato
│ · MERGE por id_processo
Oracle 10.16.x (rede privada)
```
## As decisões e o PORQUÊ
**Por que a API fica na VPS da FLS, e não no servidor do cliente:**
1. **O Holmes precisa de endpoint público e estável** pros webhooks. Damos isso
nós, com domínio e TLS próprios — sem depender de o cliente ter.
2. **O código Python fica sob nosso controle**, na nossa infra.
**Consequência técnica:** o Oracle está em rede privada, então a VPS **não
alcança o banco direto**. Daí este conector — a ponte entre o público e o privado.
**Por que o payload vai cifrado ponta a ponta,** mesmo já tendo TLS: o conteúdo é
financeiro (CNPJ, notas, parcelas, vencimentos). Cifrando com a chave pública do
conector, só ele abre — nem proxy no caminho, nem log de corpo de requisição,
nem quem tiver acesso à VPS consegue ler. Detalhes em [conector.md](conector.md).
**Por que `id_processo` viaja no payload:** o Holmes reentrega webhook. Sem chave
de deduplicação, cada reentrega vira linha duplicada no Oracle.
## Estado atual
| # | Fase | Estado |
|---|---|---|
| 1 | **API na VPS** — recebe do Holmes, trata, cifra | ✅ no ar |
| 2 | **Conector recebe** — token, decifra, valida, loga | ✅ feito |
| 3 | **API envia**`POST` da VPS pro conector (`app/services/api_cliente.py` lá) | ⬜ a fazer |
| 4 | **Conector grava** — pool Oracle + `MERGE` por `id_processo` | ⬜ a fazer |
| 5 | **CI/CD** — Forgejo Actions + registry + auto-update | ⬜ desenhado |
Hoje o dado chega, é validado e **descartado** (`persistido: false` na resposta).
Serve pra homologar o circuito; não persiste nada ainda.
## Pontos em aberto
- **Onde o conector é publicado** — precisa ser alcançável pela VPS. Porta
liberada no firewall da Scardua? Domínio? IP fixo?
- **Política de retry do Holmes** — quantas vezes reentrega e em quais status.
A estratégia atual (erro sobe → Holmes reenvia) depende disso; sem retry dele,
vai ser preciso persistência intermediária.
- **Usuário Oracle de privilégio mínimo** — só `INSERT`/`MERGE` nas tabelas do
fluxo, nada de `SELECT` geral nem DDL.

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docs/conector.md Normal file
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@ -0,0 +1,81 @@
# Conector com o cliente — decisão FECHADA
> Este doc guardava as opções em aberto. A decisão foi tomada: **opção A**.
> Ficam registradas as alternativas e o porquê da escolha.
## O problema
O Oracle da Scardua está em **rede privada** (`10.16.x`), inalcançável da
internet. A API roda na VPS da FLS (pública). Algo precisa rodar as queries no
Oracle **de dentro** da rede do cliente. Esse algo é este projeto.
## A decisão: opção A — conector que RECEBE
Direção **VPS → conector**. A API trata o dado, cifra e faz `POST` aqui; o
conector abre e grava no Oracle.
- ✅ A VPS **não armazena nada** — é passagem
- ✅ Simples: recebe e insere
- ⚠️ O conector fica **exposto** — mitigado pelas travas abaixo
### As alternativas descartadas
**B) Conector outbound (pull)** — o conector perguntaria pra VPS "tem trabalho?".
Sem rota pública no cliente, mais firewall-friendly. Descartada porque exigiria a
VPS manter fila de pendências (storage que ela não tem) e mais lógica de polling.
**C) Túnel / VPN** — a VPS alcançaria o Oracle direto. Descartada porque poria a
senha do Oracle na VPS e daria acesso **amplo** à rede do cliente.
## Travas de segurança (implementadas)
Um endpoint público que escreve no banco de produção é alvo de alto valor. O que
está no código hoje:
| Trava | Onde | Estado |
|---|---|---|
| **TLS** | proxy na frente do conector | ⬜ depende da publicação |
| **Token compartilhado** — header `X-Token`, comparado com `secrets.compare_digest` (não vaza por tempo) | `app/seguranca.py` | ✅ |
| **Allowlist de IP** — só a VPS (`179.197.230.154`) | `app/seguranca.py` + `configs.json` | ✅ (vazio = desligado, ligar em produção) |
| **Payload cifrado ponta a ponta** | `app/services/cripto.py` | ✅ |
| **Validação de schema** | `PayloadCompras` em `app/schemas.py` | ✅ |
| **Usuário Oracle de privilégio mínimo** | — | ⬜ fase 4 |
| **Rate limiting** | — | ⬜ |
## A criptografia
Envelope híbrido — **AES-256-GCM** nos dados, **RSA-OAEP-SHA256** na chave AES:
```json
{
"alg": "RSA-OAEP-256+A256GCM",
"chave": "<chave AES cifrada com a pública do conector, base64>",
"nonce": "<nonce do GCM, base64>",
"dados": "<JSON cifrado + tag de autenticação, base64>"
}
```
**Por que não RSA puro:** RSA-2048 com OAEP-SHA256 cifra no máximo ~190 bytes, e
o payload de compras passa disso. Envelope é o padrão (mesmo do TLS, PGP e JWE).
**O GCM autentica:** se o corpo for adulterado no caminho, o decrypt levanta
`InvalidTag` em vez de devolver lixo. Decifrou = veio íntegro.
**As chaves:** a **privada** fica só aqui, no `configs.json` (gitignored). A
**pública** correspondente vai no `configs.json` da VPS. Hoje é um par de
**homologação** — trocar por um definitivo antes de produção.
## Idempotência ⭐
O Holmes reentrega webhook. O `id_processo` (id do processo no Holmes) viaja no
payload justamente pra ser a chave de deduplicação. Quando o `INSERT` entrar,
**tem que ser `MERGE`** — senão cada reentrega vira linha duplicada.
## Durabilidade
Escolhido: **erro sobe, Holmes reentrega.** O conector fora do ar → a API devolve
erro → o Holmes reenvia depois. O Holmes é a fila; por isso a API **nunca** pode
responder 200 pra algo que não chegou aqui.
⚠️ Depende da política de retry do Holmes, que **ainda não foi confirmada**. Se
ele não reentregar, vai ser preciso persistência intermediária na VPS.

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docs/deploy.md Normal file
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@ -0,0 +1,91 @@
# Deploy — Conector Scardua
> ⚠️ O runbook da **VPS da FLS** (Podman/Quadlet/Caddy, `api-scardua.flstecnologia.tech`)
> **saiu daqui** — ele pertence ao repositório da API. Este doc é do conector,
> que roda no **servidor da Scardua**.
## Onde ele roda
No servidor do cliente, com acesso à rede privada `10.16.x` onde está o Oracle.
Precisa ser **alcançável pela VPS** (`179.197.230.154`) — é a VPS que faz o `POST`.
## Pré-requisitos
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Python | ≥3.10, ou Podman/Docker se for containerizado |
| Rede | porta de entrada liberada **só** pro IP da VPS |
| TLS | proxy na frente (Caddy/nginx) — a VPS manda payload financeiro |
| Oracle | usuário de **privilégio mínimo**: só `INSERT`/`MERGE` nas tabelas do fluxo |
## configs.json
Nunca versionado. Ver `configs.example.json`. Os campos críticos:
```json
"vps": {
"chave_privada": "-----BEGIN PRIVATE KEY-----\n...",
"token": "<segredo compartilhado com a VPS>",
"ips_permitidos": ["179.197.230.154"]
}
```
- **`chave_privada`** — o segredo mais sensível do projeto. Quem tem ela lê todo
payload. Permissão `600`, nunca em repo, nunca em imagem.
- **`token`** — tem que ser **o mesmo** configurado na VPS (header `X-Token`).
- **`ips_permitidos`** — deixar vazio só em teste local. **Em produção, preencher.**
## As chaves
Par RSA-2048. A **privada** fica aqui; a **pública** vai no `configs.json` da VPS.
Para gerar um par novo:
```bash
openssl genpkey -algorithm RSA -pkeyopt rsa_keygen_bits:2048 -out privada.pem
openssl rsa -in privada.pem -pubout -out publica.pem
```
O par em uso hoje é de **homologação** — trocar antes de produção, e trocar os
dois lados juntos (senão a VPS cifra com uma pública que este conector não abre).
## Subir
```bash
uvicorn main:app --host 0.0.0.0 --port 8000 --workers 2
```
Se for container, o `Dockerfile` da raiz serve — mas o `configs.json` tem que ser
montado por **volume**, nunca copiado pra imagem (o `.dockerignore` já barra).
```bash
podman build --format docker -t conector-scardua:latest .
```
> ⚠️ **`--format docker` é obrigatório**: no formato OCI (padrão do Podman) o
> `HEALTHCHECK` do Dockerfile é **silenciosamente ignorado**.
## Verificar que está de pé
```bash
curl -s http://localhost:8000/health # -> {"status":"ok"}
```
E o caminho real, com o token:
```bash
curl -X POST http://localhost:8000/v1/compras/dados \
-H "X-Token: <o token do configs.json>" \
-H "Content-Type: application/json" \
-d '<envelope gerado pela API da VPS>'
```
Respostas esperadas: **200** recebido · **401** token errado · **403** IP fora da
allowlist · **400** envelope não abriu (chave errada ou adulterado) · **422**
payload fora do contrato.
## Comandos úteis
```bash
journalctl -u conector-scardua -f # se rodar via systemd
podman logs -f conector-scardua # se rodar em container
```

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docs/known-issues.md Normal file
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@ -0,0 +1,55 @@
# Problemas conhecidos / TODO — Conector Scardua
## Bloqueadores da fase 4 (gravar no Oracle)
- **Não existe camada de conexão.** `app/infra/database.py` é referenciado por
`app/security.py` mas **nunca existiu**. Nada abre pool no caminho que roda.
- **O conector não persiste nada.** Hoje ele recebe, decifra, valida e **descarta**
(responde `persistido: false`). O circuito está homologado; o `INSERT` não.
- Quando o `INSERT` entrar, **tem que ser `MERGE` por `id_processo`** — o Holmes
reentrega webhook e sem isso cada reentrega duplica linha.
## Resíduo do papel antigo
Este repo era a API que roda na VPS. Sobrou código que o conector **não usa**:
- `app/services/holmes.py` — o conector não fala com o Holmes
- `app/v1/holmes/`**pasta vazia**; os `.py` já foram apagados, o git ainda
registra as remoções como pendentes
- `app/services/controle_api.py` — telemetria no Oracle; só volta a fazer sentido
na fase 4
- `app/security.py` — JWT + auth via Oracle. **Não é usado**; a autenticação do
conector é o `app/seguranca.py` (token + IP). Continua com os defeitos antigos:
importa `db_instance` (inexistente) e usa `settings.api.jwt_secret` (que não
existe no `Settings` novo).
Nada disso é importado no boot, então não quebra — mas é peso morto a limpar.
## Segurança
- **`ips_permitidos` está vazio** no `configs.json` atual (desligado, pra teste
local). **Preencher com `179.197.230.154` antes de produção.**
- **O par de chaves é de homologação.** Gerar um definitivo e trocar nos dois
lados juntos.
- **Sem TLS ainda** — depende de como o conector for publicado. A VPS manda CNPJ,
notas e vencimentos; o envelope protege o conteúdo, mas o token viaja no header.
- **Sem rate limiting.**
- `/docs`, `/redoc` e `/openapi.json` ficam expostos quando `ambiente != prod`
(atrás de basic auth). Fechar com `ambiente = prod` se não precisar.
- Se entrar proxy na frente, o IP de origem vira o do proxy — a allowlist para de
funcionar. Aí o uvicorn precisa de `--proxy-headers` e o `app/seguranca.py`
passa a ler `X-Forwarded-For`.
## Middleware
- `block_scanners` é **denylist + heurística**, não allowlist estrita: qualquer
path fora da blocklist com User-Agent normal **passa** e vira 404 na app.
Não vaza nada, mas é mais permissivo do que parece.
## Empacotamento
- `pyproject.toml` aponta `readme = "README.md"` — o arquivo existe, mas confira
se `pip install .` funciona; o Docker usa `requirements.txt` justamente pra
não depender disso.
- `PyJWT` está nas dependências mas só era usado pelo `app/security.py`, que
saiu de circulação.