API-Holmes/app/services/cripto.py
Ricardo 4d47887c00 Reestrutura para API multi-cliente com payload cifrado
A API deixa de ser especifica da Scardua e passa a atender varios
clientes pela rota /v1/holmes/{cliente}/...

Camada de clientes:
- app/clientes/base.py: ClienteBase (comportamento) + ClienteConfig (dado),
  separados de proposito — config sai do configs.json hoje e pode sair do
  banco amanha sem o resto mudar
- app/clientes/registry.py: resolve o {cliente} da rota pra instancia
- cada cliente traz a propria conta do Holmes; o cache de token virou um
  arquivo por cliente (antes era constante de modulo e dois clientes
  sobrescreveriam o token um do outro)

Holmes:
- funcoes de modulo viraram a classe HolmesAPI, amarrada a uma conta
- exposta pronta em cliente.holmes (cached_property)
- as funcoes de parsing puro (extrair_*) ficaram fora da classe

Config:
- app/schemas.py: modulo folha, so pydantic. Config e services usam os
  mesmos modelos sem um importar o outro
- app/config.py: so o carregamento do configs.json
- configs.json passa a ter "clientes": {"<nome>": {...}}

Compras:
- schemas aceitam o payload real do Holmes (PEDIDO_LINX vem como numero,
  NUMERO NF ENTRADA so existe depois da fase da nota)
- parcelas viram dict[int, Parcela], pareando parcelaN com o vencimento
  correspondente e pulando os slots vazios
- payload de saida carrega id_processo como chave de deduplicacao: o
  Holmes reentrega webhook e sem isso duplica linha no destino

Criptografia:
- app/services/cripto.py: envelope AES-256-GCM + RSA-OAEP-SHA256. RSA
  sozinho nao serve (cifra ~190 bytes; o payload passa disso)
- ciframos com a publica do conector e nao conseguimos desfazer

Deploy:
- Dockerfile e .dockerignore vieram da VPS pro repo
- docs/deploy.md: runbook, incluindo que --format docker e obrigatorio
  (em OCI o podman ignora o HEALTHCHECK silenciosamente)

Co-Authored-By: Claude Opus 5 (1M context) <noreply@anthropic.com>
2026-08-18 06:01:01 -03:00

99 lines
3.2 KiB
Python

"""
Criptografia do payload enviado pra API do cliente.
Envelope (hibrida): AES-256-GCM nos dados, RSA-OAEP na chave AES.
Por que nao RSA puro: RSA-2048 com OAEP-SHA256 cifra no maximo 190 bytes.
Um payload de compras passa disso facil. O padrao — mesmo do TLS, PGP e JWE —
e sortear uma chave simetrica por mensagem, cifrar os dados com ela e mandar
essa chave cifrada com a publica do destinatario.
So o dono da chave privada abre. Nos ciframos e nao conseguimos desfazer,
que era o objetivo.
"""
import base64
import json
import os
from cryptography.hazmat.primitives import hashes, serialization
from cryptography.hazmat.primitives.asymmetric import padding, rsa
from cryptography.hazmat.primitives.ciphers.aead import AESGCM
ALGORITMO = "RSA-OAEP-256+A256GCM"
_OAEP = padding.OAEP(
mgf=padding.MGF1(algorithm=hashes.SHA256()),
algorithm=hashes.SHA256(),
label=None,
)
def carregar_chave_publica(pem: str):
"""Le a chave publica do cliente (formato PEM, vinda do configs.json)."""
return serialization.load_pem_public_key(pem.encode())
def carregar_chave_privada(pem: str, senha: bytes | None = None):
"""So usada em teste. Em producao a privada fica com o cliente."""
return serialization.load_pem_private_key(pem.encode(), password=senha)
def criptografar(dados: dict, chave_publica) -> dict:
"""
Cifra o dict e devolve o envelope pronto pra mandar no corpo do POST.
Sai assim:
{
"alg": "RSA-OAEP-256+A256GCM",
"chave": "<chave AES cifrada com a publica, base64>",
"nonce": "<nonce do GCM, base64>",
"dados": "<json cifrado + tag de autenticacao, base64>"
}
"""
chave_aes = AESGCM.generate_key(bit_length=256)
nonce = os.urandom(12)
corpo = json.dumps(dados, ensure_ascii=False, separators=(",", ":")).encode()
cifrado = AESGCM(chave_aes).encrypt(nonce, corpo, None)
chave_cifrada = chave_publica.encrypt(chave_aes, _OAEP)
return {
"alg": ALGORITMO,
"chave": base64.b64encode(chave_cifrada).decode(),
"nonce": base64.b64encode(nonce).decode(),
"dados": base64.b64encode(cifrado).decode(),
}
def descriptografar(envelope: dict, chave_privada) -> dict:
"""
O lado do cliente. Fica aqui pra testar o round-trip e pra servir de
referencia de implementacao pra quem for escrever a API que recebe.
"""
chave_aes = chave_privada.decrypt(base64.b64decode(envelope["chave"]), _OAEP)
corpo = AESGCM(chave_aes).decrypt(
base64.b64decode(envelope["nonce"]),
base64.b64decode(envelope["dados"]),
None,
)
return json.loads(corpo)
def gerar_par_de_chaves() -> tuple[str, str]:
"""Gera um par RSA-2048 em PEM. Util pra homologacao: (privada, publica)."""
chave = rsa.generate_private_key(public_exponent=65537, key_size=2048)
privada = chave.private_bytes(
encoding=serialization.Encoding.PEM,
format=serialization.PrivateFormat.PKCS8,
encryption_algorithm=serialization.NoEncryption(),
).decode()
publica = (
chave.public_key()
.public_bytes(
encoding=serialization.Encoding.PEM,
format=serialization.PublicFormat.SubjectPublicKeyInfo,
)
.decode()
)
return privada, publica